Adriana celebra 24 anos como agente comunitária de saúde: trajetória marcada por dedicação, desafios e compromisso com a comunidade

ACS Adriana Carmo, conhecida como Dinha, concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal AVozdaComunidadePE.com.br para celebrar seus 24 anos de atuação na área.

Adriana celebra 24 anos como agente comunitária de saúde: trajetória marcada por dedicação, desafios e compromisso com a comunidade
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Adriana celebra 24 anos como agente comunitária de saúde: trajetória marcada por dedicação, desafios e compromisso com a comunidade

Recife - Em entrevista ao Portal AVozdaComunidadePE.com.br, Adriana Carmo, conhecida como Dinha, moradora de Sítio dos Pintos, falou dos 24 anos como agente comunitária de saúde da localidade. Inspirada pela mãe, Dona Marluce, com quem trabalhou por 15 anos, Dinha ingressou na carreira após conquistar a primeira colocação em seleção simplificada durante a transição para o Programa Saúde da Família (PSF). Ao longo da trajetória, ela destaca aprendizados e momentos marcantes, além de enfrentar desafios como chamadas de emergência no meio da madrugada, cobranças por metas externas e perdas de pacientes. Apesar do desgaste físico e emocional, a agente reforça seu compromisso com a comunidade e a missão de cuidar daqueles que mais precisam, mantendo-se motivada após quase duas décadas de dedicação à saúde pública. O educomunicador Betinho Radialista, fez algumas perguntas para Adriana, confira:

Como começou sua trajetória como agente comunitária de saúde?

“Passei a gostar da função por influência da minha mãe, Dona Marluce, minha maior inspiração. Fiz a seleção simplificada, fiquei em primeiro lugar e entrei no período de transição para o PSF.”

Em 24 anos de atuação, o que mais marcou sua caminhada?

“Foram 15 anos trabalhando ao lado da minha mãe, que me ensinou tudo. Muitas vezes pensei em desistir, mas ela sempre me incentivou. Hoje estou aqui, muito mais forte.”

O que a mantém firme na profissão e como você contribui para a comunidade?

“O que me mantém é o amor pela comunidade e pelo cuidado. É muito satisfatório chegar a uma casa e conseguir ajudar. Mesmo nos dias difíceis, estou pronta para escutar e atender cada pessoa que nos procura.”

Quais são os maiores desafios do trabalho?

“Ninguém vê quando o telefone toca de madrugada porque um paciente passou mal. Ninguém sabe o que é ir para uma reunião ouvindo cobrança de metas que dependem de outros setores. Também não estão lá quando perdemos um paciente e precisamos continuar o dia como se estivesse tudo bem. O peso emocional é grande: o choro depois das visitas, o medo de errar uma informação e prejudicar alguém.”

E as dificuldades do cotidiano?

“Ninguém sente o sol queimando nas costas ou a cobrança de todos os lados. Poucos entendem o que é se preocupar com as pessoas mesmo fora do horário, orar por um paciente, lembrar de cada nome, cada história, cada dor. Hoje completo 24 anos na profissão que Deus escolheu para mim.”

A trajetória de Dinha revela o impacto do trabalho dos agentes comunitários de saúde e a dedicação diária que sustenta a atenção básica da Saúde nas comunidades.